O Rei e o Mendigo


Diógenes de Sínope, (404 ou 412 a.C. –  323 a.C.), também conhecido como Diógenes, o Cínico, foi um filósofo da Grécia Antiga. Morava nas ruas de Atenas como mendigo, e fazia suas necessidades fisiológicas ao ar livre, com naturalidade. Fazendo da pobreza extrema uma virtude; diz-se que teria vivido num grande barril, no lugar de uma casa, e perambulava pelas ruas carregando uma lamparina, durante o dia, alegando estar procurando por um homem honesto. Diógenes definia a si mesmo como um cão. Dizia:
— "Como um cachorro, eu faço festas para quem me dá algo, lato para quem nada me dá e mordo os maus sempre que possível".
Certo dia, segundo a tradição, Alexandre, o Grande resolveu fazer uma brincadeira e mandou para Diógenes um prato cheio de ossos, com o recado:
— "Esta é a comida adequada para um cachorro".
O velho filósofo mandou os ossos de volta com o seguinte bilhete:
— "Pode ser que os seus ossos sejam bons para um cachorro, mas não é adequado que um rei faça um presente como este".
E o povo aprovou a atitude de Diógenes. O poderoso Alexandre quis, então, manifestar pessoalmente sua simpatia pelo filósofo das ruas. Caminhou até o famoso barril em que morava Diógenes, parou de pé diante do sábio, que estava sentado ao sol, e perguntou:
— "Há alguma coisa que eu possa fazer por você?"
— "Sim", respondeu o filósofo. "O dia está frio, e você está parado na frente do sol. Dê um passo para o lado, por favor". Diógenes não esperava nada dos poderosos, nem fazia concessões a eles.

fonte: Wikipédia

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