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Contam que um rei foi solicitado a dar a palavra final no julgamento de um de seus camponeses, como era costume nos casos em que pairavam dúvidas sobre o veredito final. Como o rei conhecia o homem, que fora seu servo pessoal, e tinha certeza de que ele era inocente, chamou seu assessor e lhe pediu que escrevesse:
“Todos o condenam… Eu não, absolvo!”
O assessor, ao escrever o veredito do rei, anotou o seguinte:
“Todos o condenam… Eu não absolvo!”
E o pobre homem foi executado, por causa de uma simples vírgula.

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