As Asas de Angela

As Asas de Angela (atribuído a um autor desconhecido)
Eu aprendi ...
... que eu não posso exigir o amor de ninguém. Posso apenas dar boas razões para que gostem de mim, e ter paciência para que a vida faça o resto;
... que não importa o quanto certas coisas são importantes para mim - tem gente que não dá a mínima, e jamais conseguirei convence-las;
... que posso passar anos construíndo uma verdade, e destruí-la em apenas alguns segundos.

Eu aprendi...
... que posso usar meu charme por apenas quinze minutos; depois disso, preciso saber do que estou falando.
... que eu posso fazer algo em um minuto, e ter que responder por isso o resto da vida.
... que por mais que voce corte um pão em fatias, este pão continua tendo duas faces, e o mesmo vale para tudo que cortamos de nosso caminho.

Eu aprendi...
... que vai demorar muito para me transformar na pessoa que quero ser, e devo ter paciência;
... que eu posso ir além dos limites que eu própria me coloquei;
... que eu preciso escolher entre controlar meu pensamento, ou seu controlada por ele.

Eu aprendi...
... que os heróis são pessoas que fazem o que acham que devem fazer naquele momento, independente do medo que sentem;
... que perdoar exige muita prática;
... que há muita gente que gosta de mim, mas que não consegue expressar isso.

Eu aprendi...
... que nos momentos mais difíceis, a ajuda veio justamente daquela pessoa que eu achava que ia tentar piorar minha vida;
... que eu posso ficar furiosa, tenho o direito de me irritar, mas não tenho o direito de ser cruel;
... que jamais posso dizer a uma criança que seus sonhos são impossíveis. Será uma tragédia para o mundo se eu consigo convence-la disso.

Eu aprendi...
... que meu melhor amigo vai me machucar de vez em quando, e eu tenho que me acostumar com isso;
... que não é o bastante ser perdoada pelos outros; eu preciso me perdoar primeiro;
... que não importa o quanto meu coração esteja sofrendo, o mundo nao vai parar por causa disso.

Eu aprendi...
... que as circunstâncias de minha infância são responsáveis pelo que eu sou, mas não pelas escolhas que eu fiz quando adulta;
... que  numa briga, eu preciso escolher de que lado estou, mesmo quando não quero me envolver.
... que quando duas pessoas discutem, não significa que elas se odeiam. E  quando duas pessoas não discutem, não significa que elas se amam.

Eu  aprendi...
... que por mais que eu queira proteger meus filhos, eles vão se machucar, e eu também serei machucada – isso faz parte da vida;
... que minha existência pode mudar para sempre em poucas horas, por causa de gente que nunca vi antes;
... que diplomas na parede não me fazem mais respeitável ou mais sábio.

Eu  aprendi...
... que a palavra “amor” perde o seu sentido, quando usada sem critério;
... que certas pessoas vão embora de qualquer maneira;
... que é difícil traçar uma linha entre ser gentil, não ferir as pessoas, e saber lutar pelas coisas que eu acredito.

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